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Saúde

Anvisa proíbe propaganda da caneta emagrecedora Semavy: o que isso muda para quem compra

Júnior Arrais Por Júnior Arrais · 28 de set. de 2026
Caneta injetora de medicamento sem rótulo sobre o balcão de uma farmácia de bairro, com placa farmácia ao fundo

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a propaganda do Semavy, caneta à base de semaglutida fabricada pela Hypera Pharma, que vinha sendo anunciada como emagrecedor. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União na sexta-feira, 25 de setembro. Segundo a agência, a empresa divulgou o produto em canais vedados para esse tipo de remédio: painéis eletrônicos no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, no site do produto e em perfis de redes sociais.

Por que a propaganda é proibida

O Semavy é um remédio de tarja vermelha com retenção de receita. Pela Lei nº 6.360, de 1976, medicamento que só pode ser vendido com prescrição médica não pode ser anunciado ao público em geral — a divulgação fica restrita a profissionais de saúde, em publicações e eventos da área. A regra existe justamente para evitar que a pessoa se automedique ou pressione o médico a receitar algo que viu em anúncio. Remédio de tarja preta ou vermelha em outdoor, aeroporto ou Instagram está fora da lei, não importa o laboratório.

Um detalhe que muda a leitura do caso: o registro do Semavy na Anvisa é para o tratamento de diabetes tipo 2 insuficientemente controlado, e não para emagrecimento. Anunciar o produto como "caneta emagrecedora" é, além de propaganda proibida, propaganda de uma indicação que não consta do registro.

O que muda para quem usa ou pensa em usar

  • O remédio não foi proibido. Ele continua aprovado e à venda em farmácia, com receita. O que a Anvisa vetou foi a propaganda;
  • A receita continua obrigatória, e a farmácia deve reter uma via. Oferta de caneta "sem receita" em rede social ou loja online é irregular e frequentemente falsificada;
  • Uso para emagrecer é decisão médica. Há medicamentos com semaglutida registrados para obesidade, com dose e acompanhamento próprios. Quem usa versão para diabetes com essa finalidade, por conta própria, corre risco sem supervisão;
  • No SUS, ainda não. O governo pediu a incorporação de canetas emagrecedoras para pacientes com obesidade, mas o processo está em análise — o portal explicou o que foi anunciado e o que falta.

Cuidado com golpe

A caneta emagrecedora virou um dos produtos mais falsificados do país. Os golpes seguem um roteiro conhecido: perfil em rede social ou site com preço muito abaixo da farmácia, "promoção" que dispensa receita, pagamento só por Pix e entrega que nunca chega — ou chega com produto falso, sem princípio ativo ou com substância desconhecida. Também circulam "programas do governo" que prometem a caneta sem custo mediante cadastro com CPF e dados bancários. Não existe esse programa.

Se você já comprou uma caneta fora da farmácia, teve reação ao produto ou suspeita que o que recebeu é falso, procure um profissional de saúde de sua confiança antes de continuar usando, e um profissional de sua confiança para orientar a reclamação e a tentativa de reaver o valor.

Conteúdo informativo — não substitui orientação individualizada sobre o seu caso.

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Júnior Arrais

Júnior Arrais · Editor do Portal Júnior Arrais

Comunicador de Ubá (MG). Escreve todos os dias sobre benefícios sociais, INSS, trabalho e economia do dia a dia, a partir do Diário Oficial, de portarias e de fontes oficiais, em linguagem simples. Conheça a linha editorial e a política de correções do portal.