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Economia

Dinheiro esquecido nos bancos chega a R$ 5,65 bilhões; 7 em cada 10 valores são de até R$ 10

Júnior Arrais Por Júnior Arrais · 10 de set. de 2026
Moedas de real e cédulas dobradas ao lado de um cofrinho de cerâmica branco sobre mesa de madeira

O montante de dinheiro esquecido em bancos e outras instituições financeiras subiu para R$ 5,65 bilhões, segundo dados divulgados pelo Banco Central na segunda-feira, 8 de setembro. Em junho, eram R$ 5,12 bilhões. Do total, R$ 4,25 bilhões pertencem a 23,57 milhões de pessoas físicas, e R$ 1,40 bilhão, a 2,19 milhões de empresas. Antes de imaginar uma quantia grande, vale olhar a distribuição: quase sete em cada dez valores são de até R$ 10.

De onde vem esse dinheiro

São sobras que ficaram para trás em situações comuns: conta encerrada com saldo, tarifa cobrada indevidamente e depois devolvida, cota de consórcio encerrado e cota de capital de cooperativa. O sistema que reúne essas informações é o Valores a Receber, mantido pelo Banco Central, que já devolveu cerca de R$ 16 bilhões desde a criação. O portal tratou do tema em agosto, quando o estoque era de R$ 5 bilhões.

Quanto cada um tem para receber

  • 69,45% dos valores estão entre R$ 0,01 e R$ 10;
  • 18,97% entre R$ 10,01 e R$ 100;
  • 9,35% entre R$ 100,01 e R$ 1 mil;
  • 2,22% acima de R$ 1 mil.

Por instituição, os bancos concentram R$ 2,38 bilhões; as administradoras de consórcio, R$ 1,96 bilhão; as cooperativas, R$ 762,7 milhões; as instituições de pagamento, R$ 353,4 milhões; e as demais, R$ 142,5 milhões.

Por que o total sobe

O valor cresce por dois motivos: instituições novas passam a informar saldos ao sistema, e muita gente simplesmente não vai buscar. Quantias de poucos reais não motivam a pessoa a fazer o resgate, e o dinheiro segue parado em nome dela. Não há prazo para perder o direito — o valor continua disponível.

Cuidado com golpe

Esse é um dos golpes mais repetidos do país. A pessoa recebe mensagem, ligação ou vê um anúncio dizendo que tem "dinheiro esquecido de R$ 2 mil" e precisa clicar num link, informar senha do banco ou pagar uma "taxa de liberação" para receber. Outra versão pede o CPF e a foto do documento para "confirmar a titularidade". Tudo isso é falso: o Banco Central não manda mensagem, não liga, não cobra nada e não pede senha, e a consulta só existe dentro do sistema oficial do próprio BC. Se houve cobrança, o dinheiro esquecido era o seu — e foi para o golpista. O portal reuniu os sinais mais comuns em guia sobre golpes contra quem recebe benefício.

Se aparecer um valor em nome de parente falecido, ou se você recebeu uma cobrança e não sabe se caiu num golpe, procure um profissional de sua confiança para orientar sobre a documentação da herança ou sobre o registro da ocorrência.

Conteúdo informativo — não substitui orientação individualizada sobre o seu caso.

Júnior Arrais

Júnior Arrais · Editor do Portal Júnior Arrais

Comunicador de Ubá (MG). Escreve todos os dias sobre benefícios sociais, INSS, trabalho e economia do dia a dia, a partir do Diário Oficial, de portarias e de fontes oficiais, em linguagem simples. Conheça a linha editorial e a política de correções do portal.