CadÚnico: prazo desta quinta (6) tira o Bolsa Família de três grupos de famílias

Esta quinta-feira, 6 de agosto, é data-limite em três frentes da revisão do Cadastro Único ao mesmo tempo. Para um grupo de famílias, é o dia em que o Bolsa Família passa a ser bloqueado. Para outros dois, é o dia em que o benefício deixa de ser bloqueado e passa a ser cancelado de vez — junto com o desconto da Tarifa Social na conta de luz.
A revisão é conduzida pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social desde fevereiro deste ano e alcança 11.294.149 famílias em todo o país. Elas foram divididas em 16 grupos, organizados pelo mês em que atualizaram o cadastro pela última vez. Cada grupo tem a sua própria data de bloqueio e a sua própria data de cancelamento — e é justamente por isso que quase ninguém sabe em qual faixa está.
O que vence no dia 6 de agosto
- Grupo 7 — é o prazo para evitar o bloqueio do Bolsa Família.
- Grupos 3 e 5 — famílias que já estão com o benefício bloqueado desde 11 de junho. Para elas, 6 de agosto é o prazo para evitar o cancelamento do Bolsa Família e da Tarifa Social de Energia Elétrica.
Só é considerado regularizado o cadastro atualizado a partir de 12 de janeiro de 2026. Atualização feita antes dessa data não conta para a revisão.
Bloqueio e cancelamento não são a mesma coisa
No Bolsa Família, o bloqueio dura até dois meses: o pagamento fica retido, mas o benefício continua existindo. Se a situação for resolvida dentro desse intervalo, a família volta a receber. Passado o prazo sem regularização, vem o cancelamento — e aí a família precisa entrar de novo no programa, disputando vaga com quem está na fila.
No BPC a régua é outra e mais dura, porque quem opera é o INSS. Ali existem três estágios: bloqueio, quando o dinheiro é depositado mas não pode ser sacado; suspensão, quando o depósito deixa de ser feito; e cessação, o fim do benefício, com trinta dias para recorrer. A boa notícia é que, resolvida a pendência ainda na fase de suspensão, o período parado é pago integralmente.
Como a família fica sabendo
O aviso chega por mais de um caminho: mensagem no extrato de pagamento, aviso nos aplicativos do programa e do banco, notificação bancária para quem recebe BPC e recado impresso na fatura de energia para quem tem Tarifa Social. O problema é que muita gente não confere o extrato mês a mês e só descobre quando o dinheiro não cai.
Cuidado com golpe
Prazo curto e medo de perder o benefício são exatamente o cenário que o golpista procura. Nas semanas de corte, cresce o número de mensagens e ligações oferecendo "desbloqueio urgente", "atualização acelerada" ou "liberação garantida" mediante uma taxa, um Pix ou o envio de foto de documento e senha. Nenhum órgão do governo cobra por atualização cadastral, e nenhum servidor pede senha ou chave Pix por telefone ou aplicativo de mensagem.
Se o benefício já foi bloqueado ou cancelado, ou se a família não consegue nem descobrir em qual grupo está, o caminho seguro é procurar um profissional de sua confiança para analisar a situação, reunir os documentos e entender o motivo real do corte — que nem sempre é o que aparece na notificação.
Conteúdo informativo — não substitui orientação individualizada sobre o seu caso.
Júnior Arrais · Editor do Portal Júnior Arrais
Comunicador de Ubá (MG). Escreve todos os dias sobre benefícios sociais, INSS, trabalho e economia do dia a dia, a partir do Diário Oficial, de portarias e de fontes oficiais, em linguagem simples. Conheça a linha editorial e a política de correções do portal.