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Economia

Isenção do IR até R$ 5 mil: quem parou de pagar e quanto sobra no salário

Júnior Arrais Por Júnior Arrais · 5 de ago. de 2026
Isenção do IR até R$ 5 mil: quem parou de pagar e quanto sobra no salárioFoto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Quem recebe até R$ 5.000 por mês deixou de ter Imposto de Renda descontado na folha. A mudança veio com a Lei nº 15.270, de 26 de novembro de 2025, e passou a valer a partir de 1º de janeiro de 2026, aparecendo já nos salários pagos ao longo do ano.

Segundo o governo federal, 10 milhões de pessoas pararam de pagar o imposto e outras 5 milhões passaram a pagar menos — 15 milhões de brasileiros afetados no total.

Como a conta funciona

A tabela do Imposto de Renda não mudou de faixas. O que a lei criou foi um redutor, um abatimento aplicado depois do cálculo normal. Por isso a isenção aparece como "desconto que zera", e não como uma nova faixa de isenção.

  • Até R$ 5.000: redutor de até R$ 312,89, o suficiente para zerar o imposto.
  • De R$ 5.000,01 a R$ 7.350: redutor decrescente, calculado por R$ 978,62 menos 0,133145 vezes o salário. Quanto maior o salário, menor o abatimento.
  • Acima de R$ 7.350: nenhum redutor. O imposto segue a regra antiga.

Um exemplo publicado pela própria Receita Federal: com salário de R$ 6.000, o imposto pela tabela seria de R$ 562,63; com o redutor de R$ 179,75, o desconto final cai para R$ 382,88.

A pegadinha que faz muita gente errar a conta

O redutor incide sobre o salário bruto tributável, e não sobre a base de cálculo depois dos descontos. A Receita chama a atenção para isso com um exemplo próprio: quem ganha R$ 7.607,20 e tem base de cálculo de R$ 7.000 não tem direito à redução, porque o que conta é o valor cheio, acima do limite de R$ 7.350.

Vale lembrar que quem já ganhava pouco continua isento como sempre esteve: com o desconto simplificado mensal de R$ 607,20, salários de até R$ 3.036 já ficavam sem imposto antes mesmo da nova lei.

Cuidado com golpe

Mudança em regra de imposto atrai golpista. Já circulam mensagens e anúncios pagos oferecendo "aplicativo oficial do Imposto de Renda", "liberação da restituição" ou "regularização do CPF", que pedem dados bancários, senha da conta do governo ou uma taxa por Pix. A Receita Federal não cobra taxa para calcular imposto nem pede senha ou dado bancário por mensagem.

Se ficou dúvida sobre quanto deveria estar sendo descontado do seu salário, ou se o desconto parece maior do que deveria, vale procurar um profissional de sua confiança para conferir o cálculo antes de reclamar na empresa ou pedir retificação.

Conteúdo informativo — não substitui orientação individualizada sobre o seu caso.

Júnior Arrais

Júnior Arrais · Editor do Portal Júnior Arrais

Comunicador de Ubá (MG). Escreve todos os dias sobre benefícios sociais, INSS, trabalho e economia do dia a dia, a partir do Diário Oficial, de portarias e de fontes oficiais, em linguagem simples. Conheça a linha editorial e a política de correções do portal.