Simular empréstimo
← Voltar para o início
Economia

Copom decide a Selic nesta quarta: o que muda no cartão, no crediário e no consignado

Júnior Arrais Por Júnior Arrais · 4 de ago. de 2026
Copom decide a Selic nesta quarta: o que muda no cartão, no crediário e no consignado

O Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom, começou nesta terça-feira (4) a reunião que define a taxa básica de juros da economia. O resultado sai na noite desta quarta-feira (5), e a expectativa do mercado é de um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, que passaria de 14,25% para 14% ao ano.

Se confirmado, será o quarto corte seguido — o comitê já havia reduzido a taxa em 0,25 ponto nas reuniões de março, abril e junho.

Por que isso interessa a quem não investe

Selic parece assunto de banco, mas ela é o ponto de partida de quase todo juro que a família paga. Quando a taxa básica cai, o custo do dinheiro para os bancos cai junto, e a tendência é de crédito mais barato ao longo dos meses seguintes.

Só que essa transmissão não é imediata nem igual para todo mundo. Ela chega mais rápido no crédito com garantia — consignado, financiamento com bem alienado — e chega devagar, quando chega, no crédito mais caro do mercado.

Onde o efeito quase não aparece

É bom não criar expectativa errada. O rotativo do cartão de crédito e o cheque especial trabalham com juros em outro patamar, muito acima da Selic, e praticamente não acompanham esses cortes de 0,25 ponto. Quem está pagando rotativo não vai sentir alívio por causa da decisão de quarta-feira.

O crediário de loja segue lógica parecida: o preço ali é definido mais pela política da própria loja e pelo risco do cliente do que pela taxa básica.

Onde o efeito aparece de verdade

No consignado, na portabilidade de dívida e nos financiamentos de prazo longo. Para quem tem margem no benefício ou no salário, a queda gradual da Selic abre espaço para trocar uma dívida cara por uma mais barata — e é essa troca, não o corte em si, que muda a vida de quem está apertado.

Vale lembrar que o teto de juros do consignado do INSS é definido pelo governo e não muda automaticamente junto com a Selic. São decisões separadas.

Cuidado com golpe

Toda vez que o assunto juros volta ao noticiário, aparece uma leva de anúncio prometendo "empréstimo com a nova taxa", "renegociação oficial do governo" ou "quitação de dívida com desconto de 90%", sempre com um Pix adiantado para "reservar a condição". Não existe programa que quite dívida mediante pagamento antecipado a intermediário, e instituição financeira séria não pede dinheiro antes de liberar crédito.

Quem está com dívida travada, pagando juros que não consegue acompanhar ou recebendo oferta de renegociação por telefone e mensagem deve conferir a proposta com calma e procurar um profissional de sua confiança para entender o custo real do contrato antes de assinar qualquer coisa.

Conteúdo informativo — não substitui orientação individualizada sobre o seu caso.

Foto: Ivo Brasil/Pexels

Júnior Arrais

Júnior Arrais · Editor do Portal Júnior Arrais

Comunicador de Ubá (MG). Escreve todos os dias sobre benefícios sociais, INSS, trabalho e economia do dia a dia, a partir do Diário Oficial, de portarias e de fontes oficiais, em linguagem simples. Conheça a linha editorial e a política de correções do portal.