Desenrola Adimplentes começa a funcionar: até R$ 15 mil com juros de 1,99% ao mês

Entrou em operação nesta terça-feira (11) o Desenrola Adimplentes, a modalidade do programa Desenrola voltada a trabalhadores informais que mantêm as contas em dia. A proposta é simples de entender: trocar um empréstimo caro por outro mais barato.
A linha permite crédito de até R$ 15 mil, com juros de até 1,99% ao mês. Para quem hoje carrega dívida de cartão rotativo ou cheque especial, cujas taxas costumam ser várias vezes maiores, a diferença na parcela é grande.
Por que demorou a sair
A modalidade foi anunciada em junho, mas só passou a funcionar agora, depois de ajustes nas regras para ampliar a participação das instituições financeiras. Sem banco disposto a operar, a linha não sai do papel — e foi esse o gargalo.
Um pacote, três frentes
O Desenrola Adimplentes é uma das três frentes abertas pelo governo federal para ampliar o acesso ao crédito. As outras duas são uma linha para estudantes e ex-estudantes adimplentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e um conjunto de medidas voltadas a quem tem carteira assinada.
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a etapa amplia o alcance de um programa que nasceu em 2023 para renegociar dívidas de quem estava inadimplente. O governo afirma que o Desenrola já beneficiou 7,5 milhões de famílias; agora a lógica se inverte e passa a premiar quem conseguiu não atrasar.
Onde se contrata
A contratação é feita exclusivamente nas instituições financeiras. Não há site do governo que faça a operação, nem link enviado por mensagem. Quem quiser saber se tem oferta disponível deve procurar o próprio banco em que já é cliente.
Cuidado com golpe
O Ministério da Fazenda alertou, junto com o lançamento, para a onda de anúncios falsos que acompanha todo programa de renegociação. O padrão se repete: página que imita o visual do governo, promessa de aprovação garantida e cobrança de uma taxa antes de liberar o valor. Nenhum programa federal de crédito cobra antecipadamente para liberar empréstimo.
Antes de assinar qualquer contrato, vale conferir o Custo Efetivo Total e comparar com a dívida que se pretende quitar. Se a conta não estiver clara, um profissional de sua confiança consegue ler o contrato e dizer se a troca compensa de fato.
Conteúdo informativo — não substitui orientação individualizada sobre o seu caso.
Foto: Arquivo/Agência Brasil
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Júnior Arrais · Editor do Portal Júnior Arrais
Comunicador de Ubá (MG). Escreve todos os dias sobre benefícios sociais, INSS, trabalho e economia do dia a dia, a partir do Diário Oficial, de portarias e de fontes oficiais, em linguagem simples. Conheça a linha editorial e a política de correções do portal.