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Benefícios

Greve da Caixa: nova proposta vai a votação dia 21 e o que muda para quem saca na agência

Júnior Arrais Por Júnior Arrais · 17 de set. de 2026
Fachada de agência da Caixa com empregados na porta segurando cartazes vermelhos escritos ESTAMOS EM GREVE

A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal chegou à segunda semana com uma novidade: o banco desistiu de levar o conflito à Justiça do Trabalho, voltou à mesa e apresentou uma proposta nova. Os empregados vão decidir em assembleia virtual na segunda-feira, 21 de setembro, das 11h às 18h. Até lá, a paralisação continua por tempo indeterminado.

Para quem recebe Bolsa Família, aposentadoria do INSS, BPC ou tem saque do FGTS marcado, a regra prática segue a mesma que o portal explicou quando a greve foi prorrogada: o dinheiro entra na conta por sistema, nas datas do calendário, e só o balcão da agência fica comprometido.

O que mudou na negociação

A paralisação começou em 10 de setembro e, na sexta-feira seguinte, a categoria recusou a primeira proposta. O banco chegou a anunciar que entraria com dissídio coletivo, o caminho em que a Justiça do Trabalho arbitra o acordo. No domingo, 14, recuou e reabriu a conversa com os sindicatos.

O centro da briga é o Saúde Caixa, o plano de saúde dos empregados. A nova proposta, segundo a Contec e a Fenae, traz estes pontos:

  • a participação do banco no custeio do plano sobe de 6,5% para 9%, o que representa cerca de R$ 900 milhões a mais por ano;
  • em 2026, as mensalidades não terão reajuste e o banco assume o déficit;
  • a partir de 2027, o titular contribui com 3,7% da remuneração-base e cada dependente direto paga R$ 560 por mês;
  • nas metas do programa Super Caixa, o indicador de negócios passa a ser medido por empregado, e não pela unidade;
  • abono de R$ 3 mil por empregado e pagamento do salário reajustado, da PLR e do Super Caixa em 30 de setembro, se a proposta for aprovada;
  • os dias parados serão compensados em até 180 dias.

A Contec, uma das entidades que representam os bancários, indicou a aprovação. A decisão, porém, é da assembleia.

O que funciona e o que não funciona

Durante a greve, mais de 70% das agências têm amanhecido fechadas em várias regiões. Continuam funcionando normalmente:

  • os caixas eletrônicos e o aplicativo do banco;
  • as casas lotéricas e os correspondentes Caixa Aqui, onde a maior parte do Bolsa Família é sacada;
  • os créditos automáticos: Bolsa Família, que começou a cair dia 17 pelo calendário de setembro; Pé-de-Meia, de 21 a 28; INSS e BPC, de 24 de setembro a 7 de outubro; e o saque-aniversário do FGTS.

O que trava é o atendimento que depende do funcionário no balcão: abertura de conta, negociação de contrato de financiamento, entrega de cartão e serviços do FGTS que exigem análise presencial. Quem tem algo desse tipo pendente ganha tempo se esperar o resultado da assembleia de segunda-feira.

Cuidado com golpe

Greve de banco é ambiente perfeito para golpista. Aparecem mensagens oferecendo "saque antecipado" do Bolsa Família ou do FGTS "por fora" da agência, links para "reagendar" o benefício e telefonemas de falsos funcionários pedindo senha do cartão. Nenhum órgão do governo nem a Caixa cobra taxa, pede Pix, senha ou foto de documento para liberar pagamento que já está no calendário.

Se o benefício não caiu na data ou se apareceu um desconto estranho na conta, o caminho seguro é procurar um profissional de sua confiança para entender o que aconteceu antes de aceitar qualquer "solução" oferecida por telefone.

Conteúdo informativo — não substitui orientação individualizada sobre o seu caso.

Júnior Arrais

Júnior Arrais · Editor do Portal Júnior Arrais

Comunicador de Ubá (MG). Escreve todos os dias sobre benefícios sociais, INSS, trabalho e economia do dia a dia, a partir do Diário Oficial, de portarias e de fontes oficiais, em linguagem simples. Conheça a linha editorial e a política de correções do portal.