Orçamento de 2027 vai ao Congresso com mínimo de R$ 1.741: veja o que sobe junto

O governo federal entregou ao Congresso Nacional, na segunda-feira (31), a proposta de Orçamento da União para 2027. O texto trabalha com um salário mínimo de R$ 1.741 a partir de janeiro do ano que vem. Hoje o mínimo é de R$ 1.621, ou seja, a proposta representa um aumento de R$ 120 — algo em torno de 7,4%.
O número ficou acima do que o próprio governo havia previsto antes. Na Lei de Diretrizes Orçamentárias, apresentada meses atrás, a estimativa era de R$ 1.717. A conta subiu R$ 24 depois da revisão das projeções de inflação e crescimento.
Por que esse número interessa a quem recebe benefício
O salário mínimo não mexe só com o salário de quem trabalha de carteira assinada. Ele funciona como piso de uma lista grande de benefícios. Quando o mínimo sobe, sobem junto:
- o BPC/LOAS, que corresponde a exatamente um salário mínimo;
- as aposentadorias e pensões do INSS pagas no valor de um mínimo — a maior parte dos benefícios do país;
- o auxílio-doença e o salário-maternidade, que também não podem ficar abaixo do piso;
- a parcela mínima do seguro-desemprego.
Na prática, quem hoje recebe R$ 1.621 de aposentadoria ou de BPC passaria a receber R$ 1.741 — se o valor da proposta for confirmado.
Atenção: ainda não é lei
Este é o ponto que mais gera confusão, e vale ler com calma. O que o governo mandou para o Congresso é uma proposta. Os deputados e senadores ainda vão discutir, apresentar emendas e votar o texto, o que costuma acontecer no fim do ano. O valor pode mudar até a votação final, e só passa a valer em janeiro de 2027.
Ou seja: quem viu na internet que "o mínimo já subiu" ou que "o novo valor começa a cair agora" recebeu informação errada. Em setembro de 2026, o mínimo continua sendo R$ 1.621, e nenhum benefício foi reajustado por causa dessa proposta.
Cuidado com golpe
Todo anúncio de aumento de benefício vira isca. Começam a aparecer mensagens dizendo que é preciso "fazer o recadastramento do novo valor", "desbloquear o reajuste" ou pagar uma taxa para garantir a diferença. É mentira. O reajuste do salário mínimo entra automaticamente na folha de pagamento — ninguém precisa pedir, e nenhum órgão do governo cobra taxa, nem pede Pix, senha ou foto de documento para liberar aumento.
Se você recebeu uma cobrança dessas, ou se tem dúvida sobre o valor que está caindo na sua conta, o caminho seguro é procurar um profissional de sua confiança para olhar a sua situação antes de pagar ou informar qualquer coisa a quem entrou em contato.
Conteúdo informativo — não substitui orientação individualizada sobre o seu caso.
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Júnior Arrais · Editor do Portal Júnior Arrais
Comunicador de Ubá (MG). Escreve todos os dias sobre benefícios sociais, INSS, trabalho e economia do dia a dia, a partir do Diário Oficial, de portarias e de fontes oficiais, em linguagem simples. Conheça a linha editorial e a política de correções do portal.