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Educação

Pé-de-Meia Licenciaturas: bolsa de R$ 1.050 por mês para quem estuda para ser professor

Júnior Arrais Por Júnior Arrais · 11 de set. de 2026
Estudante de costas escrevendo PLANO DE AULA no quadro branco de uma sala de aula com carteiras vazias e cartaz do Pé-de-Meia Licenciaturas

Quem entrou em 2026 num curso de licenciatura presencial — a graduação que forma professores — pode receber uma bolsa de R$ 1.050 por mês do Pé-de-Meia Licenciaturas. As inscrições seguem abertas até 19 de dezembro de 2026, enquanto houver vagas, e o Ministério da Educação informa que mais de 11,5 mil estudantes no país cumprem os requisitos.

Como a bolsa é dividida

  • R$ 700 por mês ficam disponíveis para o estudante sacar e usar nas despesas do curso;
  • R$ 350 por mês vão para uma poupança, que só pode ser retirada depois da formatura.

A poupança é o incentivo para que o bolsista siga na carreira: o dinheiro só é liberado se o formado entrar como professor numa rede pública de ensino em até cinco anos depois de concluir a licenciatura.

Quem pode receber

Os requisitos são:

  • nota igual ou superior a 650 no Enem;
  • matrícula em curso de licenciatura presencial;
  • ingresso pelo Sisu, Prouni ou Fies, que é também a ordem de prioridade na seleção;
  • cumprir as regras do edital da Capes, a fundação do MEC que administra o programa, incluindo frequência e desempenho mínimos ao longo do curso.

Diferente do Pé-de-Meia do ensino médio, que depende de inscrição da família no CadÚnico, a versão para licenciaturas usa como critério a nota do Enem e a forma de ingresso na faculdade.

Quando o dinheiro começa a cair

A Capes analisa as inscrições até o dia 20 de cada mês. Depois que o estudante é cadastrado como bolsista, o pagamento sai até o quinto dia útil do mês seguinte. Quem se inscrever em setembro, portanto, pode ter a primeira bolsa em outubro ou novembro, dependendo da data da análise.

O que faz perder a bolsa

A manutenção depende de frequência e rendimento acadêmico, conforme a portaria do MEC que regulamenta o programa. Trancar o curso, abandonar as aulas ou não atingir o desempenho exigido pode levar ao corte. E quem não assumir vaga de professor na rede pública no prazo de cinco anos após a formatura perde o direito à parte guardada na poupança.

Por que o programa existe

O país enfrenta falta de professores em várias disciplinas, principalmente nas redes públicas do interior. O portal já mostrou, por exemplo, as vagas de professor que sobram em regiões rurais. A bolsa tenta atrair para a sala de aula quem teve bom desempenho no Enem e reduzir a desistência no meio da faculdade.

Cuidado com golpe

Programa com bolsa em dinheiro sempre atrai falsos "despachantes de inscrição". Desconfie de quem cobra para "reservar a vaga", pede Pix, senha da conta gov.br ou foto de documento por mensagem. Nenhum órgão público cobra taxa para a inscrição.

Se a sua inscrição foi recusada, a bolsa foi cortada ou você não sabe se o seu curso se enquadra, procure um profissional de sua confiança para analisar o edital e os documentos do seu caso.

Conteúdo informativo — não substitui orientação individualizada sobre o seu caso.

Júnior Arrais

Júnior Arrais · Editor do Portal Júnior Arrais

Comunicador de Ubá (MG). Escreve todos os dias sobre benefícios sociais, INSS, trabalho e economia do dia a dia, a partir do Diário Oficial, de portarias e de fontes oficiais, em linguagem simples. Conheça a linha editorial e a política de correções do portal.