Cesta básica fica mais barata em 25 capitais em agosto, mas mínimo necessário seria R$ 7.565

A ida ao mercado ficou um pouco mais leve em agosto. O preço da cesta básica caiu em 25 das 27 capitais na comparação com julho, segundo a pesquisa mensal do Dieese em parceria com a Conab, divulgada na quinta-feira, 10 de setembro. A queda veio principalmente de batata, café em pó, tomate e feijão. Mesmo assim, a cesta segue mais cara do que há um ano em quase todo o país.
Onde a cesta está mais cara e mais barata
As capitais com a cesta mais cara em agosto:
- São Paulo: R$ 900,59;
- Cuiabá: R$ 851,57;
- Rio de Janeiro: R$ 851,19;
- Florianópolis: R$ 850,90.
E as mais baratas, todas no Nordeste:
- Aracaju: R$ 570,98;
- Natal: R$ 627,42;
- Maceió: R$ 627,45;
- Salvador: R$ 628,89.
Onde caiu mais
As maiores quedas no mês foram em Rio Branco (-4,68%), Manaus (-4,55%), Boa Vista (-4,47%), Aracaju (-3,89%), Cuiabá (-3,37%) e Salvador (-3,30%). No sentido contrário, subiram de preço o pão francês, o óleo de soja, o leite integral e o arroz agulhinha.
No ano, a conta ainda não fecha
A queda de agosto alivia, mas não apaga a alta acumulada. Na comparação com agosto do ano passado, a cesta ficou mais cara em 25 capitais. Só Brasília (-0,64%) e Palmas (-0,27%) tiveram redução em 12 meses.
O movimento acompanha o que já apareceu na prévia da inflação de agosto, que ficou negativa puxada pela conta de luz e pela comida em casa.
O salário mínimo necessário
Todo mês, o Dieese calcula quanto deveria ser o salário mínimo para cobrir as despesas básicas de uma família de quatro pessoas — alimentação, moradia, saúde, educação, transporte e higiene —, como prevê a Constituição. Em agosto, esse valor ficou em R$ 7.565,86, ou 4,67 vezes o mínimo em vigor, de R$ 1.621.
O número não é uma proposta de reajuste. É uma medida da distância entre o que o trabalhador recebe e o que custa viver com o básico. Para 2027, o governo projeta um salário mínimo de R$ 1.741, como o portal mostrou na matéria sobre o orçamento de 2027.
Cuidado com golpe
Preço de comida em alta é terreno fértil para promessas de "cesta básica do governo", "cartão alimentação liberado" ou "auxílio-mercado para quem está no CadÚnico", sempre com link para cadastro. Não existe benefício federal desse tipo aberto por mensagem. Nenhum órgão público cobra taxa, pede Pix ou senha para liberar ajuda.
Se a renda da família caiu e você não sabe se tem direito a algum benefício ou se o valor que recebe está correto, procure um profissional de sua confiança para avaliar a situação do seu cadastro.
Conteúdo informativo — não substitui orientação individualizada sobre o seu caso.
Júnior Arrais · Editor do Portal Júnior Arrais
Comunicador de Ubá (MG). Escreve todos os dias sobre benefícios sociais, INSS, trabalho e economia do dia a dia, a partir do Diário Oficial, de portarias e de fontes oficiais, em linguagem simples. Conheça a linha editorial e a política de correções do portal.