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Trabalho

Desemprego fica em 5,3%, mas 38,8 milhões trabalham na informalidade

Júnior Arrais Por Júnior Arrais · 1 de out. de 2026
Barraca de frutas e verduras numa feira livre de rua, com o feirante arrumando a mercadoria ao fundo

O desemprego no Brasil ficou em 5,3% no trimestre de junho a agosto de 2026, segundo a PNAD Contínua, divulgada pelo IBGE em 29 de setembro. O número caiu 0,3 ponto em relação ao trimestre anterior, e o país chegou a 103,5 milhões de pessoas ocupadas, o maior total desde o início da pesquisa, em 2012.

No mês passado, o portal mostrou o recorde de trabalhadores com carteira assinada. Os novos dados confirmam a tendência, mas também mostram o tamanho do trabalho informal.

Os números do trimestre

  • 5,8 milhões de pessoas procurando emprego, 4,6% a menos que no trimestre anterior;
  • 39,5 milhões com carteira assinada no setor privado;
  • 38,8 milhões na informalidade, o equivalente a 37,5% de todos os ocupados;
  • Rendimento médio de R$ 3.777, 3,7% acima de um ano antes, já descontada a inflação.

Indústria e construção puxaram o crescimento no trimestre, e o setor de transporte e armazenagem foi o que mais cresceu na comparação com o ano anterior.

O que significa estar na informalidade

Para o IBGE, informal é quem trabalha sem carteira assinada, quem trabalha por conta própria sem CNPJ, quem ajuda a família sem receber e o empregador sem registro. O feirante, a diarista, o entregador de aplicativo e o vendedor ambulante costumam estar nesse grupo.

A informalidade pesa no bolso de duas formas. Primeiro, porque quem está nela não tem FGTS, férias, 13º nem seguro-desemprego. Segundo, e mais grave, porque quase sempre não contribui para o INSS. Sem contribuição, a pessoa fica sem auxílio quando adoece, sem salário-maternidade e, lá na frente, sem aposentadoria. O portal já mostrou que só 35% dos empreendedores têm CNPJ, e que a maioria fica sem essa proteção.

Cuidado com golpe

Quem trabalha por conta é alvo frequente de ofertas de "regularização do INSS com desconto" ou de "aposentadoria facilitada" que pedem pagamento antecipado por Pix. Contribuição previdenciária não se negocia por mensagem, e ninguém consegue prometer benefício sem antes analisar o histórico de cada pessoa.

Se você trabalha sem carteira e quer entender como se proteger, ou se tem contribuições antigas que não aparecem, procure um profissional de sua confiança para analisar o seu caso.

Conteúdo informativo — não substitui orientação individualizada sobre o seu caso.

Júnior Arrais

Júnior Arrais · Editor do Portal Júnior Arrais

Comunicador de Ubá (MG). Escreve todos os dias sobre benefícios sociais, INSS, trabalho e economia do dia a dia, a partir do Diário Oficial, de portarias e de fontes oficiais, em linguagem simples. Conheça a linha editorial e a política de correções do portal.