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Direitos

Delegacia da Mulher online: vítima pode denunciar violência sem sair de casa

Júnior Arrais Por Júnior Arrais · 28 de ago. de 2026
Delegacia da Mulher online: vítima pode denunciar violência sem sair de casa

Denunciar violência doméstica sem precisar ir até uma delegacia — e sem esperar o horário de expediente. É o que a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher digital (Deam Digital) do Rio de Janeiro passou a oferecer: um canal virtual que funciona 24 horas por dia, todos os dias, integrado à rede de 16 delegacias especializadas da Polícia Civil fluminense.

Pela plataforma, a vítima consegue registrar o boletim de ocorrência, pedir medidas protetivas de urgência — como o afastamento do agressor — e receber a guia de encaminhamento para o exame de corpo de delito no IML, tudo pela internet. Desde março, o serviço já registrou mais de mil casos.

Como o registro anda depois do envio

A denúncia enviada é analisada e validada pela equipe de plantão. Em seguida, a delegada titular encaminha o caso para a delegacia da região onde o fato aconteceu, que conduz a investigação. Ou seja: o registro online tem o mesmo valor do presencial — muda só a porta de entrada, o que faz diferença para quem tem medo de ser vista saindo de casa para denunciar.

E quem não está no Rio de Janeiro?

Vários estados mantêm delegacia eletrônica própria com registro de ocorrência pela internet, cada um com seu endereço oficial. Em todo o país, dois números valem sempre: o 180, central nacional que orienta a mulher em situação de violência e indica os serviços mais próximos, e o 190, da Polícia Militar. Em emergência ou flagrante, o caminho é o 190 — a denúncia online é para registrar e dar sequência ao caso, não para o momento do perigo.

Denunciar é só o primeiro passo

Depois do boletim, a mulher pode ter outros direitos que quase ninguém conta: a medida protetiva pode ser acompanhada de afastamento do trabalho sem perder o emprego, e os filhos de vítimas de crimes graves podem ter direito a amparo próprio. Para entender o que cabe no seu caso e reunir as provas do jeito certo, procure um profissional de sua confiança — e, se houver risco, não espere: acione o 190.

No portal, já explicamos quem paga o afastamento do trabalho da vítima e a pensão dos órfãos do feminicídio.

Conteúdo informativo — não substitui orientação individualizada sobre o seu caso.

Júnior Arrais

Júnior Arrais · Editor do Portal Júnior Arrais

Comunicador de Ubá (MG). Escreve todos os dias sobre benefícios sociais, INSS, trabalho e economia do dia a dia, a partir do Diário Oficial, de portarias e de fontes oficiais, em linguagem simples. Conheça a linha editorial e a política de correções do portal.