Greve da Caixa acabou: TST dá reajuste de 4,6% e agências voltam ao normal

Depois de 20 dias de paralisação, a greve dos empregados da Caixa Econômica Federal chegou ao fim. Na terça-feira, 29 de setembro, a Seção de Dissídios Coletivos do Tribunal Superior do Trabalho (TST) julgou o impasse entre o banco e os bancários e determinou o retorno imediato ao trabalho. As agências voltaram a funcionar normalmente na quarta-feira, 30.
O portal vinha acompanhando o caso desde o início, e na véspera mostrou como seria o julgamento e por que 60% dos empregados tinham de seguir trabalhando. Agora, o desfecho.
O que o TST decidiu
A decisão foi unânime, conduzida pelo ministro Mauricio Godinho Delgado. Os pontos principais:
- Reajuste de 4,6%: a reposição da inflação pelo INPC mais 0,6% de aumento real, valendo desde 1º de setembro;
- Greve legal: o tribunal entendeu que a paralisação não foi abusiva, porque os trabalhadores avisaram com antecedência e mantiveram o efetivo mínimo;
- Dias parados: não haverá desconto no salário, mas as horas terão de ser compensadas em até 180 dias;
- Saúde Caixa: o plano de saúde, que foi o centro da briga, ficou com as regras atuais e terá o mesmo reajuste dos salários.
Como não houve acordo entre as partes, a convenção da categoria agora vem de uma sentença normativa, ou seja, de uma decisão da Justiça, e não de um acordo assinado. Os sindicatos já disseram que o plano de saúde segue como pauta de negociação.
O que muda para quem depende da Caixa
Os pagamentos de Bolsa Família, INSS e FGTS não pararam durante a greve, porque o crédito é feito por sistema. O que travou foi o atendimento presencial, e é aí que a volta faz diferença:
- Atendimento no balcão: volta ao normal, mas é de esperar fila maior nos primeiros dias, com o acúmulo de quem adiou a ida à agência;
- Saque do PIS/Pasep antigo, do FGTS e de contas paradas: os casos que exigem conferência presencial voltam a andar;
- Habitação e empréstimo: contratos que estavam parados à espera de assinatura retomam a tramitação.
As datas de outubro continuam as mesmas, e estão no calendário do Bolsa Família e no calendário do INSS.
Cuidado com golpe
O fim da greve também vira isca. Já circulam mensagens dizendo que é preciso "reativar a conta depois da paralisação" ou "liberar o valor que ficou retido na greve" por meio de um link ou de uma taxa. A Caixa não cobra para reativar conta, não pede senha por mensagem e nenhum benefício ficou retido por causa da greve.
Se um pagamento seu de fato não apareceu, ou se um contrato ficou travado nesse período, procure um profissional de sua confiança para entender o que aconteceu antes de mexer em qualquer coisa. O guia sobre golpes contra quem recebe benefício mostra os sinais mais comuns.
Conteúdo informativo — não substitui orientação individualizada sobre o seu caso.
Júnior Arrais · Editor do Portal Júnior Arrais
Comunicador de Ubá (MG). Escreve todos os dias sobre benefícios sociais, INSS, trabalho e economia do dia a dia, a partir do Diário Oficial, de portarias e de fontes oficiais, em linguagem simples. Conheça a linha editorial e a política de correções do portal.